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26.10.10

Para entender a diferença entre os Projetos que disputam o Brasil nestas eleições vejam o vídeo



A eleição é apenas uma das arenas da disputa política entre Projetos de Sociedade que lutam para obter a legitimidade da nação e conquistar mais ferramentas para sua efetivação.

Ou seja, a disputa entre Projetos de Sociedade fazem parte do cotidiano da nação onde a eleição, de 4 em 4 anos, embora muito importante pelo peso do resultado no jogo da disputa, é apenas uma das arenas desta mesma disputa, em sua dimensão política.

Nesta mesma dimensão política, a disputa continuará na arena jurídica, institucional, das organizações da sociedade, nos movimentos sociais e todas as possibilidades de influência sobre as decisões que incidem sobre os fundos públicos, ou melhor, sobre o que fazer com o dinheiro público que a nação arrecada em impostos e outras fontes através do Estado.

No entanto, há ainda outras dimensões fundamentais como a econômica e a cultural. Sem perder de vista que estas 3 dimensões(política, econômica e cultural) fazem parte de uma única disputa, porém complexa e multifacetada.

Na verdade, a conquista de postos no executivo e no legislativo fazem parte de uma estratégia maior para que projetos de Sociedade, de Estado e de Desenvolvimento, acumulem instrumentos para colocar em prática suas operações e metas. É preciso compreender que os Projetos de Sociedade são constituídos pelo conjunto de propostas de solução para os problemas vividos pela população.

A compreensão de qual é a melhor solução surge da identidade entre pessoas e segmentos da nação em torno de sua visão de mundo ou filosofia, de suas convicções existenciais ou religiosas, do conjunto de informações técnicas e tecnológicas que tenham etc. Por exemplo, uma questão ideológica que se coloca historicamente como um dos maiores “divisores de águas”, posições políticas e estratégias econômicas, entre as pessoas, é a noção de igualdade entre os seres humanos.

Os que entendem que todos os seres humanos são iguais em espécie, sem exceção, entendem que estes devem possuir os mesmos direitos e oportunidades, admitindo diferenças apenas oriundas pelas escolhas próprias e livres de cada um destes mesmos seres humanos.

Já os que admitem que os seres humanos não são iguais entre si, por determinismo racial, condição de gênero, de renda ou desígnio divino, pensam em soluções onde os direitos e as oportunidades não são as mesmas entre as pessoas, absorvendo as desigualdades sociais como um elementos estruturante da sociedade.

Para se ter uma noção da complexidade da disputa de Projetos de Sociedade entre arenas e dimensões, hoje, na maioria dos países, as constituições rezam a igualdade da lei para todos. Gerando a conclusão formal de que daí os direitos são iguais para todos. No entanto, se incorporarmos a dimensão econômica, veremos que a diferença de condição de renda, por exemplo, é determinante sobre o exercício efetivo dos direitos. Em caso de dúvida reflita sobre as chances de um rico e de um pobre efetivarem seus direitos à saúde de qualidade, à educação de qualidade, à um trabalho digno, à segurança e por aí vai...

Ou seja, aqueles que pensam o Projeto de Sociedade a partir da igualdade, entre os seres humanos, conquistaram maior expressão de suas idéias na formalidade da lei, na dimensão política. No entanto, na dimensão econômica, aqueles que admitem as desigualdades sociais como estruturante de seu Projeto de Sociedade, conseguem reverter o efetivo gozo dos direitos em pé de igualdade entre seres humanos impondo a diferenciação no acesso aos direitos fundamentais proporcional à diferença da condição de renda entre eles. Recorrendo inclusive à dimensão cultural desta disputa, que faz com que um rico e um pobre sejam diferenciados quando entram em um estabelecimento econômico ou repartição pública.

Históricamente, os que pensam o mundo a partir da igualdade são qualificados politicamente como “de esquerda”, e os que admitem as desigualdades como elemento estruturante, são qualificados como “de direita”. No entanto, como o pragmatismo tem sobrepujado de muito a reflexão ideológica, hoje esta referência tem sido, no mínimo, confusa.

Vejam no vídeo abaixo o contexto atual da disputa de Projetos de Sociedade que vivemos.

http://www.youtube.com/watch?v=Ig9pE6qwzxw
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23.10.10

3 maneiras de se divertir com coisa séria




1)joguinho para relaxar nesse fim de semana.(bom)

http://www.gmfgames.com/dilma/


2)Piadinhas infames que sairam no twitter sobre o caso serrojas.

1. ♫♫Vou amassar, mas não vou acertar agora..♫ Vou amassar, mas não vou acertar agora..♫se segura malandro, pra tomografar a cabeça tem hora. ♫
2. Um antepassado meu, uma vez foi atirado contra a cabeça do Plínio. Era a Bolinha de Papiro.
3. Joquempô, lembrem-se: Pedra vence tesoura. Tesoura vence papel. Papel vence serra. E Serra Vence Oscar!!
4. Serra ficou de repouso 24 horas por causa do meu primo Atestado Médico.
5. @Bolinha_depapel não gosta de Serra, porque foi uma Serra que matou papai Eucalipto.
6. A @bolinha_dePapel podia falar para seu primo papel jornal ser menos tendencioso nas eleições.
7. Não conheço Paulo Preto. Quem é amigo dele é meu primo Papel Carbono.
8. E não me venham com ameaças... tenho um irmão Papelão q faz jiu-jitsu, e outro que é traficante, o Papelote.
9. Soninha, lembre-se: Enrolar Bolinha_dePapell não dá larica!
10. Aos meus detratores, aviso que meu passado é uma folha em branco!!
11. Jogaram bexigas d'agua ?? vou mandar pra lá minhas primas toalhas de papel.
12. @Bolinha_dePapel Você quer um Habeas Corpus em Chamex aA4 ou A3?
13. Ñ sou petista. Sou Chamex PH neutro
14. Mas teu primo papel de seda nao morreu queimado nos dedos do Gabeira?
15. Fernando Gabeira fez curso com meu primo Papel de Parede, pra ficar com cara de paisagem do lado do Serra.
16. Veja desta semana tras entrevista com vizinha de bolinha, que afirma: "Ela sempre foi petista".
17. Veja mente. Sempre fui Chamex!
18. “O #serrarojas é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A bolinha de papel que deveras sente”
19. Gente, me ajudem!! Soninha que me fumar para queimar as provas!!
20. Gentem, parem de sacanear candidato! Ele estava sem capacete porque não tem do número dele!
21. Eu não sou tão barata! RT: Folha de papel: R$0,02; amassar o papel: R$0,0001. Ver o #serrarojas simular traumatismo não tem preço


3) EXCLUSIVO!!! VASOU NA NET A TUMOGRAFIA FEITA PELO CANDIDATO JOSÉ ROJAS SERRA.

ELE FOI GRAVEMENTE ATINGIDO NA CABEÇA POR UMA PERIGOSÍSSIMA BOLINHA DE PAPEL DE EFEITO RETARDO.


AS CENAS PODEM SER VISTAS NESTE VIDEO: http://www.youtube.com/watch?v=2n1krpJveec


AINDA BEM QUE ELE FOI PRONTAMENTE ATENDIDO POR UM MÉDICO "ESPECIALISTA" NO ASSUNTO, QUE TINHA CARGO COMISSIONADO NO GOVERNO DE CESAR MAIA NA CIDADE DO RIO.


VEJAM EM PRIMERÍSSIMA MÃO A FOTO DESTE POST

MAS QUE O SERRA É A CARA DO HOMER SIMPSON ISSO NINGUÉM PODE NEGAR...
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20.10.10

Já?

Segundo o Datafolha, 30% dos que votaram em 3 de outubro já esqueceram em que deputados votaram – 28% dos entrevistados não souberam dizer o nome dos dois senadores em quem votaram.

Em menos de 20 dias, cerca de 40 milhões de eleitores manifestaram efetivamente seu afastamento da política simplesmente esquecendo seus eleitos. Manifestaram a equivocada compreensão de que a política não merece a sua atenção, e muito menos merece a sua responsabilidade.

Especificamente, isto significa que pelo menos 30% do parlamento possui uma legitimidade precária. E, do ponto de vista geral do processo democrático, indica claramente a esclerose da redução da democracia apenas à sua dimensão representativa, já que revela a qualidade do processo de escolha, ainda mais se somarmos, ao mero esquecimento, todas as motivações inconfessáveis desde o voto, puro e simples, até o envolvimento militante de outras parcelas significativas da sociedade cuja magnitude e influência afetam e até determinam os resultados eleitorais e por decorrência boa parte do jogo político como um todo.

A outra porção do jogo político é a desenvolvida por segmentos ainda difusos e minoritários mas já capazes de pautar a sociedade com, por exemplo, a Lei da Ficha Limpa, engendrando outro tipo de processo político que aponta para a incorporação institucional de mecanismos de democracia direta, com a participação dos cidadãos para além das eleições, e o controle social destes sobre o Estado.

Esta via chegou a se colocar como tendência no Brasil, entre outros motivos, quando se formalizou a institucionalização dos Conselhos paritários de políticas públicas, na Constituição de 88, onde se destaca o setor da saúde, e com a prática do Orçamento Participativo dos governos de esquerda que, no entanto, recuaram a partir do final dos anos 90, revertendo um claro processo de aprofundamento da democracia e sua base social ativa.

Projetos

Há poucos dias do segundo turno, a maior parte da sociedade não compreende a relação entre candidato(a) e o projeto político que este(a) representa e anuncia. A decisão do eleitorado sobre o voto que dará é mais fortemente influenciado pela aparência e eloqüência pessoal dos candidatos do que por sua trajetória de vida pública como marca do projeto com que está comprometido.

Para escolher quem vai coordenar o governo da nação, e tomar decisões administrativas com forte determinação sobre a economia, questões como a do aborto, assumem importância maior do que o problema de como diminuir a desigualdade social, se é que se trata de um consenso.

O asfaltamento da rua do eleitor, por exemplo, muitas vezes é mais determinante sobre o voto para escolher o presidente da república do que aquilo que se pavimentou para manter o país livre do jugo das instituições de controle econômico internacionais, como o FMI(Fundo Monetário Internacional).

Entre Dilma e Serra ou entre Ana Júlia e Jatene há diferenças de atributos pessoais, como haveria entre quaisquer outras duas pessoas. Mas o fundamental é entender a diferença entre os projetos que representam e os impactos sobre a qualidade de vida da nação. Mas isto não é assumido como problema a ser enfrentado, pela maioria das pessoas.

É obvio que o modo de administrar faz parte do projeto, ou seja, aonde se propõe chegar está fundido ao como se pretende chegar. Mas erros de condução administrativa estão presentes em todos os grupos que já governaram. O que é difícil é diferenciar a prática produto de um erro e a que foi produto de uma decisão ou concepção consolidada.

Por exemplo, atender mal um cidadão na fila de um órgão público é um erro administrativo já que ninguém quer perder a simpatia do eleitor, já adotar as privatizações de empresas estatais como política geral, é uma decisão consolidada, de projeto. No entanto, um cidadão mal atendido às vésperas das eleições tende a definir seu voto sob este impacto, sem refletir que as privatizações, tomadas como política e estratégia econômica, enfraquecem o Estado em seu papel regulador deixando o cidadão sem qualquer proteção frente ao jogo de mercado regido pela lei do mais forte etc, etc e tal.

Educação

Somos razão e emoção. Mas sem desenvolver capacidade analítica e sem ter as informações necessárias, todos nós tendemos a tomar decisões majoritariamente emocionais, é só refletirmos sobre nosso comportamento como consumidor. As pesquisas mostram que a grande maioria compra por impulso, sem refletir criteriosamente sua necessidade real e o processo de produção que, ao consumir, se financia.

A obesidade, apontado como uma das maiores endemias nos países tidos como desenvolvidos, reflete isso. A grande maioria não tem consciência de que projeta em seus hábitos alimentares suas frustrações e ansiedades, nem se dá conta de que o uso de químicos na produção dos alimentos concorrem para a efetivação de doenças, assim como, a maioria não se dá conta se a produção do alimento envolve trabalho infantil, trabalho escravo e outros fatores que corroboram para o agravamento do quadro social que eclode nas diversas formas de violência com as quais temos que conviver no mundo hoje.

Sem desenvolver capacidade analítica, como entender informações estatísticas que revelam processos político-econômicos, não se compreende o projeto de sociedade em andamento. Por exemplo, todos os candidatos se dizem comprometidos a distribuir renda e reduzir desigualdades sociais. Mas para medir a distribuição e a desigualdade de renda, são utilizados indicadores como o índice de Gini, para medir a chamada distribuição pessoal da renda, e a participação das rendas do trabalho no PIB, para medir a distribuição funcional da renda. Se o cidadão/eleitor não dominar estes elementos não poderá analisar e descobrir quem fala a verdade.

Por sua importância estrutural na economia, tomemos como exemplo a distribuição funcional da renda, ou seja, a distribuição entre trabalho e capital, calculada pelo IBGE com base nas Contas Nacionais anuais. Os números apurados revelam que a partir de 1995(Governo FHC = Projeto Liberal), houve uma trajetória de queda do fator trabalho contínua até 2004, quando alcançou 58% do PIB. A partir de 2005(Governo Lula = Projeto Social), a curva se tornou ascendente, em todos os anos, de forma consecutiva chegando a 59,4% em 2007, sendo estimada pelo IPEA em 2009, em 62,3%. Estes números dizem que no Projeto Social, o peso do trabalho tende a crescer frente ao peso do capital, invertendo a tendência do Projeto Liberal. Ou seja, a geração de oportunidades de trabalho, o aumento da média dos salários e a valoração de segmentos de trabalhadores antes marginalizados e não reconhecidos é uma ênfase no Projeto Social, diminuindo as desigualdades e suas conseqüências como o acesso a direitos básicos. Enquanto que no Projeto Liberal a ênfase é a melhora das condições de lucro e demais remunerações do capital, o que, em todo o mundo, tem acirrado as desigualdades.

Os projetos também se evidenciam nas medidas práticas do cotidiano político. As causas da renda favorável aos trabalhadores nos últimos anos se deu porque o salário mínimo real médio, a preços de hoje, na fase de queda(Projeto Liberal), era de R$ 292,53. Na fase de recuperação(Projeto Social), foi de R$ 426,85. A taxa média real básica de juros nos anos 1995-2004 foi de 14,8%, enquanto nos anos 2005-2009 foi de 8,9%. Na fase de queda, a geração de empregos com carteira assinada, em média por ano, era de 344 mil postos de trabalho. Na fase de recuperação, foi de 1,31 milhão de postos.

No entanto, uma análise presidida pela razão concluiria que as medidas mostram que o movimento socioeconômico brasileiro, pelo Projeto Social caminha em direção ao desenvolvimento sustentável. Contudo, “indicam também que a caminhada começou faz pouco tempo e ainda está longe do ponto ideal de chegada” conforme conclui o professor João Sicsú do Instituto de Economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Política

Hoje, a política é rebaixada ao jogo das percepções superficiais que faz com que a grande maioria da sociedade viva buscando explicações mágicas para todas as coisas da vida: renda, desemprego, doenças, violências, extrapolando o âmbito existencial, próprio da fé humana.

O discurso é ainda o elemento de maior racionalidade em uma campanha. “Se tem uma coisa que tenho coragem é de olhá-lo(FHC) olho no olho, porque sei que dia 01 de janeiro estou deixando de ser presidente da república e onde eu for andarei de cabeça erguida, porque sei que contribui bastante com o meu país, diferente dele que afundou essa nação, quebrou o país três vezes, triplicou a dívida externa e interna, elevou o risco país em 2.440 pontos, praticou a maior taxa de juros de nossa história, que chegou a 35%, vendeu nossas estatais para o capital estrangeiro, e o pior de tudo, Fernando Henrique desempregou 14 milhões de país e mães de famílias” afirma inflamado Lula em comício. No entanto, mesmo utilizando dados e estatísticas, para o público a entonação é mais convincente que o conteúdo.

Ainda tentando conferir racionalidade ao discurso, Lula tenta traduzir o projeto para uma percepção mais inteligível pela platéia, o que faz como ninguém. “No tempo dele(FHC) e do Serra não foi distribuído nenhum livro didático nas escolas públicas. No tempo deles as pessoas eram despejadas de suas casas populares porque não conseguiam pagar, e nós acabamos com isso e ainda realizamos o sonho da casa própria de 700 mil brasileiros. No tempo deles pobre não tinha vez nas universidades. Universidade era só para filho de rico, mas nós distribuímos 400 mil bolsas do programa universidade para todos e hoje o filho do pobre tem vez. É por isso que estou disponível para olhá-lo cara a cara, mas sei que ele irá baixar a cabeça, pois não é possível que ele não tenha pelo menos o mínimo de vergonha na cara”. Tentando explicar a relação entre candidato e projeto Lula diz “todo mundo sabe que quem está por trás do Serra é o Fernando Henrique. Eles são farinha do mesmo saco! Enquanto eu não me importo em ir para televisão ou subir num palanque para pedir voto para a Dilminha”...

Bem, é assim que funciona, a questão é refletir quem acaba ganhando com este jeito de fazer política, tanto mais se percebermos a política em dimensão de Estado e modelo de Sociedade, para muito além de eleições e governos. Se..., não quisermos aceitar a amarga síntese da política de um certo dramaturgo inglês da Idade Média: "São uns cegos guiados por idiotas"(W.Shakespeare)
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14.10.10

Forum Brasileiro de Economia Solidária apóia Dilma





O Fórum Brasileiro de Economia Solidária, em nome dos empreendimentos solidários, rede de gestores e entidades de apoio e fomento que constituem o movimento organizado de Economia Solidária no país, vem a público manifestar seu posicionamento com relação ao segundo turno das eleições de 2010.

O Movimento de Economia Solidária propõe, a partir de suas práticas econômicas e organização política, a mudança do modelo de desenvolvimento baseado na exploração irrestrita dos recursos naturais e no favorecimento às grandes empresas capitalistas. É preciso que o desenvolvimento tenha a vida como foco e motivação, tendo como motores o trabalho associado, a solidariedade, a cooperação, o respeito à natureza, a diversidade cultural, étnica e generacional, o reconhecimento e autodeterminação dos povos e comunidades tradicionais, e a justiça social, de gênero e ambiental. Neste sentido, afirmamos que a economia deve estar a serviço da vida, e não o contrário.

Por isso lutamos, independentemente do processo eleitoral, pela democracia plena e por diferentes políticas públicas e ações integradas, dentre as quais destacamos:
Solidariedade na atividade econômica: Reconhecimento do trabalho associado como forma de promoção do desenvolvimento econômico com justiça social, enraizamento comunitário e preservação ambiental; promoção de redes e cadeias de produção, comercialização e consumo solidários; promoção do acesso a crédito através de instrumentos democráticos e locais de finanças solidárias como alternativa ao sistema financeiro especulador; ampliação do fomento da produção da agricultura familiar, camponesa e agroecológica, garantindo o direito à biodiversidade livre de transgênicos e agrotóxicos; defesa do trabalho digno; democratização e controle social do BNDES; emancipação econômica das mulheres.

Por um consumo que promova a vida: Promoção do consumo responsável; garantia do direito à informação detalhada ao consumidor; afirmação do comércio justo e solidário como promotor de circuitos territorializados de distribuição equitativa de bens e serviços; superar o consumismo através de formação para o consumo responsável e regulamentação da propaganda; defesa da segurança e soberania alimentar e nutricional.

Liberdade e diversidade de expressão: defesa e reconhecimento dos conhecimentos tradicionais; opção pelo conhecimento livre de patentes; democratização da imprensa e mídia, garantindo espaço privilegiado a rádios e TVs comunitárias e outros meios de comunicação populares; apoio às diversas expressões culturais populares.

Direitos territoriais: reformas agrária e urbana; demarcação de terras e reconhecimento dos povos e comunidades indígenas e tradicionais; limite do tamanho da propriedade da terra; integração internacional pautada na soberania, solidariedade e respeito mútuo, e economicamente em empreendimentos de economia solidária.

Preservação de nosso planeta: revisão da matriz energética para fontes renováveis e limpas (tais como eólica e solar); defesa dos biomas e biodiversidade brasileiros, em especial o Cerrado e a Amazônia; melhoria e ampliação do transporte público para redução de congestionamentos e poluição; expansão do apoio às cooperativas de catadores de materiais recicláveis.

Por uma gestão da política de Economia Solidária em outro patamar: conforme deliberação da II Conferência Nacional de Economia Solidária, afirmamos a necessidade de criação de um Ministério de Economia Solidária para dar conta deste setor de forma integrada e sistêmica.

Ao analisarmos os programas, a trajetória política e os governos representados pelas duas candidaturas para este segundo turno, fica evidente que a candidatura do PSDB-DEM, além de não defender estas ações, é avessa à organização da sociedade civil através da criminalização dos movimentos sociais. A candidatura Dilma Rousseff, pelo seu caráter progressista, é a que pode, neste segundo turno, abrir espaço a estas inovações no modelo de desenvolvimento, já tendo inclusive, no atual governo, apoiado algumas delas.

Desta forma, o Fórum Brasileiro de Economia Solidária, através de sua base de milhares de empreendimentos solidários e organizações e redes locais e nacionais, torna público o seu apoio, de forma apartidária, à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República.

Para além de nossa posição, repudiamos o uso de boatarias, mentiras e manipulação de informações com o objetivo de fomentar o preconceito à pessoa de Dilma, mulher lutadora que deve ser respeitada por suas conquistas e história de defesa da democracia neste país. Defendemos uma campanha baseada nas propostas e programas políticos dos candidatos, para permitir a opção consciente da população brasileira.

Coordenação Nacional do Fórum Brasileiro de Economia Solidária
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9.10.10

Estivesse vivo, John Lennon faria hoje 70 anos.

videoFilho de classe média baixa de Liverpool, Lennon é um raro exemplo de coerência política mesmo depois do estrondoso sucesso que viveu a partir dos Beatles. Seu mais famoso “manifesto político” está sintetizado, e imortalizado, na canção Imagine. “Imagine todas as pessoas vivendo em paz” propõe Lennon. Imagine John Lennon Composição: John Lennon Imagine there's no heaven Imagine que não há nenhum paraízo It's easy if you try É fácil se você tentar No hell below us Nenhum infermo abaixo de nós Above us only sky Acima de nós só o céu Imagine all the people Imagine todas as pessoas Living for today Vivendo por hoje Imagine there's no countries Imagine que não há mais nenum país It isn't hard to do Não é dificil de fazer acontecer Nothing to kill or die for Nada pelo que matar ou morrer And no religion too Nenhuma religião também Imagine all the people Imagine todas as pessoas Living life in peace Vivendo a vida em paz You may say Você pode dizer I'm a dreamer Que eu sou um sonhador But I'm not the only one Mas eu não sou o único I hope some day Espero que algum dia You'll join us Você venha se juntar a nós And the world will be as one E o mundo vai ser um só Imagine no possessions Imagine que não haja propriedades I wonder if you can Me pergunto se você consegue No need for greed or hunger A brotherhood of man Imagine all the people Imagine todas as pessoas Sharing all the world Partilhando todas as coisas do mundo You may say, Você pode dizer I'm a dreamer Que eu sou um sonhador But I'm not the only one Mas eu não sou o único I hope some day Espero que um dia You'll join us Você se junte a nós And the world will live as one E o mundo viverá como um Ora, se sonhar – no sentido de querer mudar, planejar e agir – é a única capacidade que nos diferencia dos outros animais, é sonhando que nos tornamos humanos. Ou seja, é exatamente o sonho que nos humaniza. Ou ainda, tudo o que reprime, aprisiona ou apequena o sonho das pessoas, as desumaniza tornando-as coisas, ou no máximo, outro tipo de animal qualquer. Graciliano, Gramsci, Mandela e muitos outros jamais deixaram de ser livres mesmo tendo passado tantos anos encarcerados, mesmo diante de multidões que vagam aprisionadas por onde quer que queiram. Por isso insisto sonhando com um mundo justo, sem desigualdades mas plural e diverso, de seres humanos livres e solidários. Você pode dizer que sou um sonhador, mas não sou o único. Espero que um dia você se junte a nós e o mundo será um só...
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4.10.10

Pra bom entendedor...



Na eleição que consagrou Tiririca, nosso projeto naufragou na urna com cerca de 2.500 votos.A luta continua companheiros e companheiras, mas o caminho é longo...
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3.10.10

Outra política é possível, acredite




É possível mudar a prática política, mas as pessoas de bem precisam vir fazer política. É preciso voltar a sonhar com um mundo melhor outra vez. Mas o mundo só será melhor se as pessoas forem melhor e dispostas a mudar. Sonhar é a única característica que nos diferencia dos outros animais, a inteligência foi descartada pela ciência. Portanto, se permitir sonhar é o que nos humaniza, e o mundo precisa de gente.

Grande abraço
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1.10.10

Para conhecer nossas propostas visite nosso site www.arroyo13236.com.br e Blog www.professorarroyo.blogspot.com
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Estamos há mais de 10 anos na luta por uma Economia Solidária. Lutamos pelo Ficha Limpa e Fiscalizamos as ações do Estado. Vamos prosseguir!
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Votar na candidatura Arroyo 13236 é confirmar o compromisso com a Economia Solidária e com o Controle Social sobre o Estado. Multiplique!!!
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Se vc tbm acredita na distribuição de renda por meio da Economia Solidária vote Arroyo 13236.Esse sonho é de todos nós! Vamos multiplicá-lo!
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O grande dia está se aproximando. Vamos eleger a Economia Solidária. Vote Arroyo 13236. Nosso mandato é coletivo!
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